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Dancing in the dark

Publicado em 06/08/2023 por Antonio Trovão

Naquela noite fria e escura de outono, entrei no bar examinando o local e descobrindo que lá estavam os frequentadores habituais composto em sua maioria por homens de várias idades, etnias e classe social buscando a mesma coisa: uma cerveja regada a uma boa conversa mole; com o nó da minha gravata afrouxado e o aspecto exaurido chamei um pouco a atenção como era de costume, mas dei um aceno de cabeça enquanto me dirigia para o fundo do estabelecimento sentando-me no último banco do balcão. Peguei alguns amendoins do pote a minha frente e logo o bar tender cheio de tatuagens aproximou-se entregando-me uma “Bud Light” geladíssima que eu agradeci já estendendo o dinheiro correspondente e sorvendo um bom gole dela direto do gargalo.

Estava um pouco ensimesmado naquela noite e por essa razão não procurei me enturmar como fazia de vez em quando, preferindo meu silêncio interior; estava cansado, desanimado e inexpressivo e qualquer conversa serviria apenas para me deixar entediado. Já estava na segunda garrafa de cerveja e ao terminá-la ensaiei zarpar discretamente quando uma taça com Gin foi posta sobre o balcão diante de mim; olhei para o bar tender e já ensaiava uma verbalização quando ele se antecipou. “A bebida é uma oferta da dona sentada na mesa do canto, perto da janela”, disse ele exibindo um sorrisinho maroto.

Antes de encarar a bebida voltei-me discretamente vislumbrando uma belíssima loira sentada no local indicado pelo sujeito; ao notar que eu olhava para ela ergueu uma taça Balloon Snifter executando uma saudação, tendo sobre a mesa uma garrafa de conhaque; retribuí o gesto e tomei a bebida em um só gole; por um momento pensei que se tratasse apenas de uma cortesia, mas quando olhei novamente para ela senti que havia ali uma promessa; levantei-me e fui até ela agradecendo pela bebida e perguntando se queria companhia. “Não teria te oferecido a bebida se não tivesse essa intenção!”, respondeu ela com uma ponta de ironia na voz; meio sem jeito me sentei enquanto ela acenava para o bar tender pedindo outra taça; assim que ele a trouxe, ela serviu-me uma dose do conhaque e começamos a conversar.

Descobri que seu nome era Lauren e apenas isso já que ela parecia muito interessada em saber mais sobre mim; enquanto conversávamos eu a observava notando que ela tinha um ar refinado, mas sem exagerada sofisticação; usava um vestido preto um pouco acima dos joelhos, dotado de um decote abissal e uma abertura lateral que também não primava pelo bom comportamento; os cabelos loiros naturais longos e encaracolados eram a moldura perfeita para um rosto jovial de olhos negros intrigantes e lábios finos finamente desenhados com o batom rubro; Lauren era eloquente com as palavras também denunciando um certo refinamento despretensioso e uma sagacidade incomum para uma mulher.

Todavia, sua conversa era envolvente e eu me deixei levar pelo clima alimentando nosso papo e saciando a sua curiosidade, embora se mostrasse sutilmente esquiva quando eu procurava saber mais sobre ela; era um jogo estranho que eu não costumava gostar não fosse o fato incontestável que ela sabia jogar muito bem enredando o parceiro de tal modo que não havia escapatória e mesmo que houvesse eu já estava fisgado! As horas passaram e só dei pela situação quando notei o olhar irritadiço do bar tender que não parava de olhar para seu relógio de pulso. “Creio que é melhor irmos embora, ou então seremos expulsos!”, comentei com Lauren em tom brincalhão apontando para o sujeito atrás do balcão.

-Tudo bem, meu querido! – respondeu ela pegando a bolsa e dela sacando a carteira atirando algumas notas sobre a mesa – E para onde vamos? Para a sua cama, ou para a minha?

Quando ouvi aquela pergunta fiquei pasmo e incapaz de proferir uma palavra sequer; afinal, jamais passara por uma situação onde a parceira dita as regras; Lauren exibiu um sorrisinho maroto enquanto se levantava da cadeira e sem cerimônia tomou a minha mão para que nos dirigíssemos até a porta de saída; o mais impressionante de tudo é que após ter secado uma garrafa de conhaque a loira não aparentava estar bêbada mostrando-se até mais sóbria que eu mesmo. E no curto trajeto até o meu carro ela insistiu na pergunta anterior. “Nem para a sua e nem para a minha, vamos para um hotel!”, respondi com tom enfático observando um novo sorrisinho maroto surgir em seu rosto. Rodamos até um hotel que eu conhecia nas proximidades e assim que paguei e peguei as chaves observei a expressão sarcástica no rosto do atendente que eu não compreendi a razão.

Assim que entramos no quarto Lauren livrou-se do vestido e também da minúscula calcinha permanecendo com os sapatos de saltos altíssimo, voltando-se na minha direção para que eu apreciasse o material. “E então? Vai ficar apenas apreciando a beldade sem nada fazer?”, perguntou ela com tom irônico enquanto caminhava em direção da cama na qual deitou-se erguendo e flexionando as pernas exibindo uma suculenta bucetinha lisa e glabra. Atabalhoado e transtornado com aquela visão arranquei as roupas com gestos bruscos e me atirei entre suas pernas mergulhando meu rosto até minha língua encontrar aquela grutinha que passei a lamber caprichosamente, não demorando em provocar na parceira alguns orgasmos que ela celebrava com prolongados gemidos de prazer.

Vez por outra, Lauren empurrava minha cabeça quase me sufocando e ao fazer isso gemia ainda mais com a respiração arfante; depois de um bom tempo tratei de subir sobre ela caindo de boca nas mamas fartas cujos mamilos intumescidos eram uma apetitosa provocação; enquanto fazia isso sentia Lauren esfregando sua gruta na minha pistola subindo e descendo de tal forma que a excitação tornava-se insuportável. Todavia, quando esbocei um gesto para penetrá-la, ela enlaçou suas pernas em torno da minha cintura e os braços ao redor do meu pescoço girando seu corpo até que eu estava por baixo e ela por cima.

-Sou o tipo de fêmea que conduz, e nunca é conduzida! – sussurrou ela em meu ouvido movimentando a pélvis para cima e para baixo esfregando sua buceta na minha piroca que pulsava insolente almejando explorar mais fundo.

Apoiando seus braços sobre meu peito, Lauren ergueu-se de tal modo que sua gruta beijou minha chapeleta mantendo-se assim por alguns minutos; gingando e rebolando o corpo e sem permitir que eu intervisse, Lauren foi descendo lentamente até transformar o beijo em uma penetração que enluvou meu membro com inebriante justeza; mantendo as mãos em meu peito ela se inclinou usando cintura e quadris para exercer movimentos tipo bate-estacas fazendo suas nádegas chocarem vigorosamente contra minhas bolas.

Dancing in the dark

Dancing in the dark

Vez por outra ela puxava meu rosto para que eu mamasse suas tetas o que eu atendia com muito gosto; Lauren era uma mulher incrível e também insaciável, pois seus movimentos ganhavam intensidade entremeados de outros com uma cadência ritmada, mas sempre castigando meu membro impiedosamente; nos poucos momentos em que eu denunciei a possibilidade de atingir meu clímax, ela parecendo perceber cessava os movimentos contraindo seus músculos vaginais como se “mastigasse” minha pistola causando um frenesi quase frenético que me impedia de reagir sucumbindo ante sua voracidade alucinante.

Lauren desfrutava de ondas quase intermináveis de orgasmos que a faziam tremelicar sem perder o tino da situação, mantendo-se sempre no controle com se eu fosse apenas o obscuro objeto de seu prazer infinito; houve um momento que o tempo pareceu parar e tudo ao meu redor resumia-se ao rosto dela fustigado pelo delírio do prazer com sorrisos ora irônicos, ora apaixonados com olhares repletos de volúpia desmedida. O suor pipocava por todos os poros e nossas respirações estavam quase ofegantes quando, repentinamente, Lauren cessou seus movimentos mantendo minha vara atolada dentro de si, mirando meu rosto.

-Você está doidinho pra gozar, não está? – perguntou ela com tom insinuante – Então peça! Não! Melhor! Implore! Dizia isso ainda “mordendo” meu membro com sua musculatura vaginal.

-Ahhh! Sim, eu quero! – respondi quase gritando imerso em ansiedade – Por favor! Eu imploro! Me deixe gozar! Ahhh!

Lauren então exibiu um sorriso maledicente enquanto retomava os movimentos com maior celeridade até que, finalmente, meu gozo sobreveio projetando jatos de esperma dentro dela que ergueu-se rebolando e gritando de prazer como se desfrutasse de um prazer inenarrável. Logo em seguida ela desabou ao meu lado rindo com a respiração ofegante. Exaurido por um esgotamento inexplicável acabei adormecendo com ela me enlaçando com braços e pernas. Não sei quanto tempo depois acordei com seu olhar sobre mim e um sorriso largo iluminando seu rosto.

Sem aviso, ela deu um pulo da cama e começou a se vestir; valendo-me da escassa energia que ainda me restava acompanhei-a e logo estávamos dentro do meu carro com ela me pedindo para rodarmos a esmo sem direção. Enquanto dirigia olhava para a noite e ficava surpreso, pois ainda era madrugada embora eu tivesse a impressão que ficáramos naquele quarto por horas a fio. Em dado momento uma chuva despencou e o rosto de Lauren passou a ostentar uma estranha felicidade. “Espere! Pare ali! Naquela praça!”, gritou ela num repente descontrolado. Assim que parei o carro ela saltou me chamando para dançarmos. E de nada valeram meus argumentos a respeito da chuva, pois Lauren afastou-se do veículo indo para o centro da praça.

Sem escolha fui atrás dela e nos enlaçamos para uma dança que só existia na mente dela; rodopiávamos pela praça com nossas roupas encharcadas sorrindo, trocando beijos e carícias como dois adolescentes irresponsáveis. Nada parecia real naquele momento e algumas vezes pensei se não estava delirando em um sonho impossível, mas a presença de Lauren, seus sorrisos, seu abraço, seus beijos eram tão reais que faziam meu delírio sucumbir derrotado pelas sensações.

Pouco a pouco a chuva foi amainando até transformar-se em uma garoa insistente e um pouco fria; Lauren mais uma vez adiantou-se desvencilhando-se de mim e tomando minha mão para que voltássemos para o carro; assim que paramos na porta do passageiro ela se voltou para mim e colou seus lábios aos meus num longo e profundo beijo. Foi então que Lauren retomou sua excitação insana pondo-se de joelhos diante de mim, abrindo minha calça expondo o membro já enrijecido abocanhando-o com a mesma voracidade de antes.

O que você está fazendo? Sua doida!”, questionei eu alarmado olhando ao redor temendo que alguém pudesse nos observar naquele gesto despudorado em público; Lauren mostrou-se alheia ao que eu dizia e vez por outra interrompia a sua carícia oral, mirava meu rosto exibindo uma expressão marota e depois retomava com o mesmo ímpeto. Depois de saciar sua vontade, ela virou-se erguendo o vestido exibindo a minúscula peça de lingerie engolida por suas nádegas roliças. “Fode meu cu! Vem, meu macho! Me deixa arrombadinha!”, exigiu ela quase como uma ordem empinando seu lindíssimo traseiro. Com o coração quase a saltar pela boca e o tesão falando mais alto, eu me aproximei dela e tomei posição, segurando sua cintura enquanto pincelava a chapeleta no rego entre as nádegas; açodada, Lauren apoiou o rosto no teto do carro e usou as próprias mãos para entreabrir as nádegas facilitando meu trabalho.

Finquei a pistola com força arremetendo a chapeleta para dentro do buraquinho forçado a lacear para receber o intruso; prossegui cutucando e em alguns minutos eu estava socando vigorosamente enterrando e sacando o membro com movimentos atrozes e quase furiosos, ouvindo Lauren gemer e suspirar em desatino. E fiquei ainda mais surpreso quando ela demonstrou experimentar uma sucessão de orgasmos anais algo que eu jamais vira em minha vida. Nos quedamos naquela foda em público até quando meu clímax sobreveio com esguichos de sêmen inundando minha parceira. Ao final, ela se recompôs, virou-se para mim e nos beijamos. Com os raios solares teimando em rasgar a cortina escura da noite, retornamos para a frente do bar onde nos encontráramos e ela me deu um último e demorado beijo antes que ela saísse desaparecendo em uma esquina.

Na noite seguinte, voltei ao bar na expectativa de reencontrar Lauren, mas logo descobri que ela não estava lá. Encostei no balcão e pedi uma cerveja perguntando ao bar tender se ele vira a tal loira naquela noite.

-Loira? Mas de que loira você está falando, parceiro? – perguntou ele em tom abismado – Ontem a noite não tinha nenhuma loira aqui …, ademais, nem sei como você foi embora depois de secar sozinho uma garrafa de conhaque!

Aquelas palavras despencaram como rochas sobre a minha cabeça; eu não podia acreditar que tudo aquilo que acontecera na noite anterior foi apenas uma ilusão. De repente a jukebox começou a tocar “I (Just) Died in Your Arms”, e uma sensação estranha tomou conta de mim. Dentro do carro eu rodei a esmo, passando por aquela mesma praça onde num relance tive a impressão de ver Lauren dançando enquanto uma chuva copiosa despencava sem aviso.

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